Jovens já são os maiores compradores de imóveis no país

Compradores Jovens
Os jovens já são os maiores compradores de imóveis no país. Prova disso é que, no primeiro semestre deste ano, os clientes com até 35 anos representaram 52% dos tomadores de empréstimo para a compra da casa própria na Caixa Econômica Federal. Isso representa um total de R$ 18,04 bilhões em crédito para esse público, em 2011. A cifra é 10% a mais que igual período no ano passado.
Para os especialistas do setor, esse é um cenário relativamente novo. “E crescente”, ponderou Diogo Francischini, que é diretor executivo da RE/MAX, maior rede de franquias imobiliárias do mundo. Ele lembra que há pelo menos 10 anos os jovens dificilmente conseguiam comprar o primeiro imóvel.

O que facilitou? Diogo Francischini responde: “As condições de pagamento, além da melhora da economia de uma maneira geral”.

O diretor de atendimento da Lopes Imobiliária, Renato Albuquerque, concorda com Francischini. E ressalta ainda que o mercado como um todo percebeu esse movimento, investindo mais nesse segmento. “Os olhos do setor já estão voltados para esse perfil, que é promissor. Vivemos num país jovem e muitos outros estão por vir. Quando se tem uma melhora de renda, é natural querer sair da casa dos pais, e o mercado está de olho nisso”.

Estabilidade
De acordo com os especialistas, os jovens compradores, tanto homem quanto mulher, geralmente, são solteiros ou recém-casados e sem filhos. A maioria tem uma situação financeira estável e está disposta a desembolsar de R$ 100 mil a R$ 300 mil por um apartamento. O de dois quartos é o preferido dos casados, que pensam em ter filho. Os solteiros ainda procuram o quarto e sala, um quarto ou o chamado ‘loft’.

Mas tamanho nem sempre é o principal atrativo. Localização e infraestrutura são os grandes sedutores, contou Fracischini. E quanto mais perto da barra da saia da mãe, melhor, garante o diretor da RE/MAX.

“Normalmente, eles buscam imóveis perto da casa dos pais. Quando não é assim, querem um local com uma boa área de lazer e estrutura de serviços, como academia, varanda gourmet e salão de festas para receber os amigos”, pontuou. Entre os bairros preferidos estão Brotas, Paralela, Imbuí e Cabula. “Os mais tradicionais ainda saem mais caro e não se encaixam no orçamento desse consumidor”, disse Albuquerque.

Pagamento
O vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, observou que um comportamento comum desse cliente antes de comprar um imóvel é continuar morando com os pais, enquanto junta uma poupança. “Ele tem como se estruturar e se programar para pagar em prazos menores”.

Foi o que fez o analista de sistemas Willian Magno. Radical, ele abriu mão até das farras. “Mudei meu estilo de vida para poder poupar”, lembrou. Hoje com 33 anos, ele acabou de pegar a chave no novo apartamento, que fica no Imbuí. É um imóvel de três quartos (que ele transformou em dois), no valor de R$ 231 mil. A prestação mensal, contou, é de R$ 2,5 mil.

“Quis pagar um pouco mais para não demorar tanto”, revelou ele que ainda pagará o imóvel por alguns anos. Lá, ele vai morar com a namorada. “Saí da fase de solteirice. Troquei a farra pelo apartamento”, brincou.

Além do imóvel, Magno disse que está bancando a decoração do apartamento, com serviço de pintura, gesso, entre outros, num custo acima de R$ 20 mil. “Mas é um investimento que vale muito a pena. A sensação de você estar construindo algo que é seu não tem explicação. Ali, da luminária ao acabamento, tudo fui eu que escolhi. É gratificante”.
Salão de ImóveisSalão: três bancos para crédito
Os interessados em comprar um imóvel têm até amanhã para visitar o 6º Salão de Negócios Imobiliários da Bahia, realizado pela Ademi-BA, no Centro de Convenções. Além da vantagem de encontrar várias opções no mesmo espaço, os visitantes contam com a presença de três bancos: Banco do Brasil (BB), Bradesco e Caixa Econômica.

O BB divulgou que as taxas de financiamento estão a partir de 8,4% ao ano, podendo o imóvel ter até 90% do seu valor financiado. O cliente tem 180 dias de carência para pagar a primeira parcela e até 30 anos para parcelar o crédito.

Já a Caixa anunciou que está operando com financiamento de até 100% para o imóvel na planta ou para as unidades enquadradas no Programa Minha Casa, Minha Vida. Para imóveis com valor até R$ 150 mil, a Caixa trabalha com taxas variando entre 4,5% e 8% ao ano. Para os empreendimentos mais caros, as taxas variam entre 8% e 10,5% ao ano. O prazo de financiamento vai até 30 anos. O Bradesco disponibilizou uma equipe para tirar dúvidas, fazer simulações e emitir as cartas para obtenção de crédito.

Mulheres dão palavra final  na aquisição
Cláudio Cunha, da Ademi-BA, destacou ainda que nesse mercado jovem, tem se percebido um crescimento do número de mulheres que compram seus imóveis por conta própria. Elas seguem o mesmo perfil citado anteriormente: solteiras, independentes financeiramente e sem filhos.

É o caso da engenheira civil Fernanda Moura. Com 26 anos, ela está se planejando e fazendo uma poupança para comprar o primeiro imóvel no ano que vem. “Não quero depender de homem, porque vai que um dia preciso botar ele para fora de casa? Aí o apartamento é meu e terei menos problemas”, revelou a engenheira.

Outro aspecto referente a elas, segundo o diretor da Lopes Imobiliária, Renato Albuquerque, é que, na compra com o marido, elas sempre dão a palavra final. “Isso é histórico. Não tem conversa. A decisão final antes de fechar negócio sempre é delas. E acho que não é só na compra do apartamento”, revelou.

Fonte: COFECI (Correio24horas)

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